O comentarista da tirada certa

No ano de 2020. Eu estava em um grupo de Indycar no whatsapp do meu amigo agricultor creepy quando falei que eu ia fazer um live blog dos treinos da Indy no circuito misto de Indianapolis. Isso chamou a atenção de um colega nosso que me convidou para comentar isso no Racing is Life. Este ser é o ami ancap. Eu estava desencanado do mundo por causa do meu cancelamento na F1tt por ter feito pergunta de piloto bonito para uma influenciadora em tom de vestiário masculino.

Eu penso nisso por que o amigo ancap me permitiu ter oportunidades de fazer as 24 Horas de Le Mans e Daytona no horário da madrugada no fuso horário brasileiro onde eu podia tocar o terror com piadas para maiores de 18 seja anos seja centimetros. Sem contar que salvava as escalas da Imsa, WEC e Nascar por ser um dos poucos comentaristas de ofício que estavam disponíveis para tais eventualidades.

Eu me aposentei do mundo dos comentários por ver que eu não teria chance no mundo onde público quer dados e fatos invés do espírito da resenha. Tanto que eu ajudava no bastidores do Racing is Life quando tinhas problemas técnicos no discord ao usarem a chamada de voz. Isso tudo caiu por terra ontem quando o meu amigo ancap junto com o catarina e o velho de cascadura iam comentar o clash da Nascar.

Com aquele espírito de camaradagem para ajudar os amigos. Eu fui comentar a corrida ao ouvir os pedidos para não fazerem piadas de cunho sexual porque o horário não permitia. Mas logo me vi nos velhos tempos onde podia ficar entendendo a corrida como uma forma de explicar para não brigar com a imagem. Isso me ajudou a desenferrujar após quase dois anos sem trabalhar em uma prova de forma regular.

Hoje, posso trabalhar com uma flexibilidade de horários para preservar o meu tempo para o nada. Isso me ajuda com as tarefas do dia onde posso me organizar. Não tenho mais a necessidade de ficar vendo as corridas. Posso estudar com mais tempo para não fazer besteiras. As tiradas saem mais naturais a medida dos fatos durante a prova. Isso me deixa mais tranquilo para comentar invés de ser mais um robô do esporte a motor.

Autista Lean Angle

Eu sou autista e fui diagnosticado com tal condição neurológica em 1991 na Apae de Pinda onde fazia o meu tratamento para a fala. Penso nisso quando a minha mãe me ajudava com o meu interesse especial por carros junto com o meu pai. Quando ele comprou um Fiat Uno no ano de 1995. Ele ganhou de brinde uma assinatura da revista 0KM da editora globo que ele me dava quando saíamos juntos para jantar.

Eu penso nisso quando vejo os vídeos de perfis da comunidade autista falando de Jorge Martin, o piloto de Aprilla na Moto GP. Ele é autista nivel 1 de suporte. Os vídeos descrevem o seu hiperfoco em motos junto com sua concentração para ter sido campeão da Moto GP na temporada de 2024 com a Pramac que era uma equipe satélite da Ducatti após ter perdido a disputa com Francesco Bagnaia no ano de 2023 que foi uma disputa acirrada.

Ser autista e acompanhar o esporte a motor não é fácil. Falo disso por ter apoio do meus pais quando eu falava de carros. Isso em um momento onde os meus colegas de escola me ignoravam completamente. Mas eu tinha amigos mais velhos que me ouviam. Na minha adolescência no instituto. Eu tive a sorte de ter conhecido o seu Ângelo, que dava aulas de música. Mas conversávamos sobre história contemporânea nas horas vagas.

Um dia. Nós estávamos falando de Formula 1 nos tempos de Rubens Barrichello na Ferrari nos anos 2000. Então, ele falou que era do tempo do Rubinho e eu retruquei falando que era do tempo do Jim Clark. Jim Clark era o piloto escocês na Formula 1 da década de 1960 que eu ficava admirando por sua coragem pra dirigir um carro em condições complicadas onde os pilotos morriam em acidentes fatais. Ele morreu em 1968 ao disputar uma corrida de F2 no circuito alemão de Hockenheim.

Na minha adolescência, eu ficava lendo sobre os pilotos na quatro rodas cujo o meu herói era o Sir Stirling Moss por causa do seu senso de humor mesmo após sofrer um grave acidente no circuito de Goodwood em 1962. Isso me ajudou com os meus amigos por ter boas tiradas e isso me permitia ter boas amizades em uma época que era um inferno de dante por lidarmos com as pressões para sermos perfeitos.

Hoje, podemos sermos autistas e acompanhar o esporte a motor enquanto o mundo se enlouquece para nos compreendermos.

Correndo no distrito de Columbia

Na última sexta-feira, o programa Balance of Power, da Bloomberg, debateu a possibilidade da Indycar series ter uma prova nas ruas de Washington DC como um evento para os 250 anos da independência americana sob a batuta do presidente americano Donald Trump. Isso conta com apoio de Roger Penske, que é dono da Indy. Isto justo em um momento onde Trump quer sediar um evento do UFC usando os jardins da Casa Branca como palco.

Em um momento onde Trump usa a ICE como sua milicia pessoal em caso dos imigrantes ilegais ou opositores ao seu projeto de poder. Uma corrida da Indycar em Washington DC não vale a pena por causa dos transtornos para a população local. Este argumento foi importante para barrar os projetos de corridas de rua da Formula 1 em New York que era um projeto de Bernie Ecclestone com as bençãos do então governador de New Jersey Chris Christie.

Os Estados Unidos em seu projeto protoautoritário lida com um CEO/Ditador na Casa Branca onde todos tentam bajulá-lo em prol de um prestígio junto com o grande líder. Isso vale para os magnatas das empresas de tecnologia e para o mundo esportivo onde se inclui as lutas do UFC e as corridas da Indycar. A Nascar viveu isso em dois momentos distintos com o Ronald Reagan indo a Daytona 500 de 1984 ou o efeito Nascar Dads que reelegeu George W Bush em 2004.

Trump está fazendo das tripas coração para ter grandes eventos nos 250 anos da independência americana. Uma corrida da Indy em Washington DC faz parecer um estorvo comparado a Formula 1 correr em Las Vegas que causa transtornos para a população por interditar partes da Strip dos casinos por um fim de semana, mas cuja a organização precisa fazer tudo com antecedência como colocar os guard rails e fechar as ruas.

Um dos obstáculos para uma corrida em Washington é justamente o congresso vetar publicidade na ruas próximas ao Capitólio por meio de uma lei. Tanto que se cogita revogar tal dispositivo legal para permitir o evento. O trajeto ainda não foi revelado ao público. Mas já sabemos que os americanos precisam lidar com um presidente que necessita de bajulações para que os bajuladores tem prestígio no lema para os amigos, tudo; para os inimigos, a lei…

As mentes fechadas BR

Em 2013, eu estava no meu grupo de grã-turismo no facebook quando encontrei um dos grandes amigos que fiz no mundo do esporte a motor como o Fern. Ele entendia de corridas e circuitos como ninguém com quem podia conversar por horas a fio. Foi por ele que me interessei pela supercars australiana ao entender a Holden e a Ford na época. Além de ficar lendo sobre as pistas europeias por sua sabedoria do grid.

Em 2025, eu estava conversando com a minha amiga Lau quando ela lamentava que pouca gente no BR entendia de DTM. Logo arrematei dizendo que temos muita gente com mente fechada para a DTM. Esse diagnóstico vem da nossa fandome que não aceita críticas a sua categoria predileta. Isso cria rusgas e birras como a turma da Formula E que fica irritada por que as corridas não tem o dito engajamento nas redes sociais.

Temos uma monocultura do esporte a motor como a Formula 1. Quando eu estava em um grupo de Nascar em 2013. Eu tinha um amigo que falava que os fãs da F1 são uns merdas. Olha que comecei a escrever sobre a categoria no vida de paddock no meu primeiro emprego como redator. Quando trabalhei como comentarista tanto no Bandeira Quadriculada quanto no Racing is Life. Muita gente dizia que não tinha jeito pra tal. Mas ficavam com invejinha por eu falar de esporte a motor de Monza a Daytona.

Com o advento das redes sociais. Muitas pessoas criam conteúdos sobre o esporte a motor para cavar uma vaguinha na grande mídia. Isso não me interessava por quem me conhecia por ser instável e perigoso para transmissões ao vivo. Além de ter vários amigos melhores do que eu com o microfone na mão para comentar sobre as corridas. Mas sinto uma ausência de talento para poder falar sobre carros e seus pilotos.

Em 2013, eu ficava no Vida de Paddock organizando o resumo dominical junto com o meu chefe manauara. Eu tinha vencido o concurso para novos redatores e isso me ajudou a ter uma disciplina para escrever nos fins de semana sobre o mundo das corridas. Em 2025, eu vejo amigos lamentando sobre poucas pessoas conhecerem a DTM e a Formula E. É a monocultura das mentes fechadas do esporte a motor BR.

A coragem dos pilotos do WRC

Mohamed Ben Sulayem comanda a FIA com mão de ferro mesmo colocando a casa em ordem no aspecto financeiro. Mas ele ainda derrapa na questão desportiva. O código de ética para os pilotos é um desses problemas. Os condutores não podem falar palavrões em comunicação via rádio ou em eventos da imprensa como coletivas segundo o artigo 12.2.1 onde veda as manifestações tanto políticas quanto religiosas.

A primeira vítima de tal artigo foi o piloto francês Adrien Fourmaux que foi multado em 10 mil dólares por falar um palavrão em uma entrevista pós-rally por ter chegado em 3º lugar no Rally da Suécia. O WRC é nivel 3 da FIA. Se tal multa for aplicada para um piloto de Formula 1. O valor chega a 40 mil dólares. Sem contar que o GPDA tem pedido para que tal política seja revista por um inflexível Ben Sulayem.

A resposta do WRC foi dura. Os pilotos publicaram uma nota a imprensa contra a FIA e irão dar entrevistas em sua lingua nativa em forma de protesto. Tal atitude me lembra do cancelamento do Rally de Portugal de 1985 após um acidente onde três pessoas foram mortas ao serem atropeladas por Ford Escort RS que era do Grupo B. Isso criou uma crise entre Henri Tovoinen e a Lancia sob a batuta de Cesare Fiorio onde a montadora decidiu que os pilotos não tomem tais decisões.

Os pilotos do WRC tem mais margem de manobra do que os seus colegas de Formula 1 por não terem uma patrulha mais forte do próprio Ben Sulayem. A imprensa britânica está em cima do Emirati como a denúncia do jornal The Times onde publicou em uma reportagem onde o chefão da FIA publicava textos misóginos onde afirmava que as mulheres não eram aptas para pilotar um carro em seu site pessoal em 2001.

Esperemos os próximos capítulos…

Aprenda outro idioma, gearhead….

Meu primeiro trabalho no mundo do esporte a motor foi como tradutor para o grupo do facebook do Nascar Race Brasil com o meu estimado amigo trovador. Eu consegui fazer uma tradução capenga e fui elogiado por ter sido melhor do que o Google Tradutor (algo que me rendeu um fala atravessada de um colega de profissão no mundo digital). Foi ai que comecei a postar textos sobre o mundo das corridas quando fui aprovado pelo Vida de Paddock para ser redator.

Um dos grandes problemas naquela época era que os fãs da Nascar no Brasil não dominavam o inglês em sua fluência. Ou seja, eles dependiam da benevolência da Fox Sports na época para assistir as corridas em português. Eu não tinha esse problema por entender a transmissão americana por ter uma experiência de ter treinado os meus ouvidos assistindo a BBC World News e a Al Jazeera English para ter pautas para o meu blog em inglês.

Hoje, muitas pessoas não tem um segundo idioma bem dominado. Eu vejo isso por ter estudado inglês aqui em Pindamonhangaba em uma escola de idiomas que ficava perto de casa. Além da minha curiosidade sobre as culturas estrangeiras. Tenho um grande amigo como o social democrata que faz um clipping (jargão jornalístico para um compilado de reportagens para ler durante o dia) pra enviar para os seus leitores.

Eu já lhe falei para montar uma newsletter onde possa cobrar pelo serviço (isso é um palavrão no nosso país onde poucas pessoas pagam por serviços digitais como assinaturas de portais de noticias devido ao nosso pequeno poder aquisitivo). Nossa renda não permite investirmos em uma educação decente onde poderíamos aprender idiomas em nosso curriculo escolar ou para investirmos em capital humano como forma de mobilidade social onde as pessoas possam ascender socialmente por seu esforço e oportunidades.

Logo nos vemos em uma situação em que a renda e a precariedade de nossa educação não permitem o florescimento de uma imprensa alternativa por causa da baixa produtividade (nós ganhamos 21 dólares por hora trabalhada enquanto os canadenses ganham 56 dólares em um mesmo serviço onde levamos 1 hora para executar enquanto o americano faz em apenas 15 minutos, ou seja temos um quarto da produtividade americana).

Eu lembro dos meus tempos nos grupos de nascar no facebook onde eles não tinham domínio de um segundo idioma como o inglês para sobreviver a grade de programação da Fox Sports que era entupida de futebol. Quando eu assistia a transmissão americana. Eu sempre tinha tiradas sobre os comerciais da tv americana como as picaponas da Big Three ou dos remédios para evitar a paumolescência masculina em estágio avançado.

Um problema tão complicado de ser resolvido com investimentos em infraestrutura, educação, reformas economicas e sociais. Então, rezemos para alguém pegar a nascar para transmitir no idioma de Tiradentes…

Hunaudiéres

Nos tempos do instituto onde fiz tanto o ensino médio quanto o curso técnico de informática. Eu conheci o meu amigo diretor da fatec. No ano de 2006. O instituto cedeu as suas instalações para servir como campus temporário da Fatec de Pindamonhangaba até que a sede fixa tivesse sua construção terminada. Eu tinha o meu amigo Alexandre com quem conversava por causa da salinha dele ficava no mesmo corredor da minha sala do 3º ano do ensino médio.

Quando passei no curso técnico de informática. Eu fui a Fatec para retomar o acordo de suprimento de jornais para que pudesse ler no intervalo. Numa dessas idas. Foi ai que conheci o meu amigo diretor da fatec. Ele era um sujeito que precisava de ter tato. Uma vez, eu estava com o Alexandre junto com ele quando citei a siderúrgica alemã Thyssenkrupp. Só que eu falei na pronúncia francesa e ele me disse: “É Krupp”.

Uma das coisas que ele tinha é uma assinatura do Estadão quando o jornal lançava um guia da Formula 1 no começo da temporada. Então em 2008. Eu tinha o email dele. Mas com a condição de não enviar correntes e afins na caixa de mensagens. Quando o guia saiu. Eu mandei uma mensagem pedindo para guardar para mim. Eu dei sorte que o encontrei na Fatec e ele me deu um exemplar e consegui outro com uma professora do curso de nutrição que guardava as colunas do Arnaldo Jabor e dei para uma amiga que é fã de corridas.

Mas o diretor da Fatec tinha uma paixão por corridas. Uma vez, nos encontramos na Fatec nos dias da crise entre Colômbia e Equador por causa da morte de um comandante das farc em solo equatoriano. Ele me dizia que assistia o canal Speed para poder se desconectar do mundo. Eu não tinha tv por assinatura. Eu fica lendo os jornais para me informar sobre a Formula 1 e nem pensava em escrever sobre o mundo das corridas.

Ficamos anos sem nos falarmos por eu não ter uma conta no Facebook. Em 2016, eu o vi online e fui falar com ele. Nossa amizade retomou porque fui capaz de explicar o sistema de votação usado em Londres para eleger o prefeito. Nisso, estávamos conversando sobre a Formula 1 naquele título do Nico Rosberg sobre Lewis Hamilton. Quando Rosberg anunciou a aposentadoria. Eu lhe informei por meio do facebook e mandei um texto para ele.

Ele estava trabalhando como professor em curso de pós-graduação. Era um homem mais ocupado com os alunos e tinha pouco tempo para as corridas. Mas em 2021, eu estava no Racing is Life em uma conferência para a cobertura das 24 horas de Le Mans daquele ano. Então, eu o vi online e mandei um oi. Nós estávamos conversando sobre a reta Hunaudiéres que era a mais longa do circuito sem as chicanes que foram introduzidas em 1989 que se transformou na Mulsanne.

Ele me contava sobre tal reta lendária e eu prestava atenção. Eu o nunca vi tão detalhista. Mas a conversa foi rápida por causa da pós-graduação e ele tinha que organizar as aulas a distância por causa das medidas restritivas adotadas em plena pandemia. Faz um bom tempo que não conversamos por causa de nossas rotinas. Mas o sinto falta de seu trato peculiar com a minha pessoa por ter falado Thyssenkrupp em francês.

Filmes sobre corridas

Eu tenho um amigo britânico que é fã dos Rolling Stones daqueles que vai aos shows da banda de Mick Jagger, Ron Wood e Keith Richards como ele fez uma vez em sua ida a Berlim. Nós nos conhecemos por causa da Formula 1 durante o GP da Austrália em 2015 quando trocamos tweets sobre a corrida em inglês. Ele escuta os stones desde sua adolescência na Inglaterra dos anos 1970 onde a banda era temida por sua fama de transgressores.

Quando lançaram o filme Ford vs Ferrari. Usaram a música Gimme Shelter, do álbum Let It Bleed, no trailer do filme. Logo eu que conhecia a história do Ford GT40 após a própria montadora fazer uma releitura de tal modelo que era conhecido como matador de Ferraris por ter vencido as 24 horas de Le Mans de 1966. Eu assisti o filme no meu escritório durante a pandemia por ter acesso ao app da Telecine na ocasião.

Pensei nisso quando estava assistindo Audi vs Lancia: Corrida pela glória onde contava a história do campeonato de 1983 do mundial de rally com a disputa entre o Audi Quattro e o Lancia 037 pelo ponto de vista de Cesare Fiorio que era da mesma geração de chefes de equipes italianos como Daniele Audetto na Fiat e Luca di Montezemolo na Ferrari. Eles tinham as benções de Gianni Agnelli e Enzo Ferrari.

Filmes sobre o esporte a motor viraram um nicho onde se tem boas histórias como Ferrari, de Michael Mann, ao contar a história de Enzo Ferrari usando como pano de fundo A Mille Miglia de 1957 onde Adam Driver interpreta bem Il Commendatore. O mesmo pode se dizer da minissérie Senna produzida pela Netflix mesmo com suas polêmicas relacionadas a vida amorosa do piloto brazuca.

Ou seja, sempre tem bons filmes para quem gosta de corridas…

O mundo além da Formula 1

No começo da minha carreira como redator de esporte a motor. Eu descobri a Nascar por causa da minha curiosidade com a Daytona 500. Achei um grupo de fãs das corridas nos circuitos ovais no facebook e tive a sorte de ter alguém como o Felipe Pires para me ensinar tudo sobre os carrinhos da Ford, Chevrolet e Toyota. Isso me abriu um mundo além da Formula 1 como a Supercars australiana e o rally Dakar.

Mas estou no Twitter onde vejo a turma da F1tt tendo dificuldades para entender outras categorias do esporte a motor. Muita gente pede mudanças nas regras da Indy sendo que a lógica americana é diferente da concepção europeia da Formula 1. A F1tt fica com aquela fama de chatos dos monopostos por não viverem as corridas em sua plenitude onde as pessoas gostam de assistir as motos da Moto GP e os hypercars do WEC.

Muita gente não tem paciência para explorar o vasto mundo do esporte a motor. Isso em um momento onde os fãs da velocidade passam por situações constrangedoras como os homens desqualificando as mulheres sobre as perguntas sobre pilotos bonitos (já cometi esse pecado que me rende um exílio da F1tt até hoje, mas passo bem) invés de permitir que elas possam mostrar seus conhecimentos técnicos sobre um carro.

Isso fica claro onde vemos as pessoas querendo mostrar um vasto conhecimento sobre uma determinada categoria invés de ajudar o próximo a entender sobre sua categoria preferida com uma explicação simples e didática sobre o conceito dos carros junto com as regras do jogo. Mas logo notamos que as coisas não são tão perfeitas nas teorias dentro de nossas mentes onde as pessoas são solicitas quando lhe convém.

Há um mundo a ser explorado como nos versos de lusíadas do estimado poeta lusitano Luís de Camões…

Eu vi a corrida na TV e não cornetei no Twitter

Os pilotos Pierre Gasly e Esteban Ocon comemorando o P3 e P2 respectivamente nos boxes.
Os pilotos da Alpine Pierre Gasly (esquerda) e o Esteban Ocon (direita) na comemoração do P3 e do P2 respectivamente da equipe francesa no GP do Brasil.

Uma das coisas estar sem smartphone nesses dias é ficar livre da necessidade de comentar tudo nos microblogs a todo momento como em um multiverso da loucura. Hoje, eu levantei cedo para assistir a classificação do GP do Brasil e fui deitar no meu sofá entre o intervalo de 3 horas entre o evento matutino e a corrida dominical. Eu estava offline como dissemos atualmente e vi a corrida sem ser incomodado por aquele impeto de comentar sobre tudo.

A corrida foi boa para assistir por causa do pandemônio climático que se instalou em Interlagos. Ver Max Verstappen dando uma aula de pilotagem na chuva é algo que me agrada ao ver um piloto ter uma habilidade em condição adversa. Pois bem, eu fui pegar as fotos para o meu acervo pessoal para dar uma olhada no Twitter. Então, começaram aquele carinho brasileiro em cima de Lando Norris por ter feito pouco caso com a vitória do Mad Max.

Não o bastante. Eu fui ver um amigo britânico com demência vascular que faz campanha para arrecadar fundos para pesquisa cientifica sobre tal doença que lhe acomete. Eu e ele falamos sobre formula 1 no Twitter antes do diagnóstico. Eu lhe perguntei sobre a corrida. Ele não assistiu por detestar a Channel 4 e não tem a Sky Sports F1. Logo me lembrei que ouvia a BBC Radio 5 Live por não ter paciência com as TVs britânicas.

Nesse rolo entre a Liberty Media e a Band onde tudo foi acertado entre ambas as partes. Eu notava que o narrador da emissora do Morumbi anunciava a plenos pulmões que a temporada 2025 será exibida no canal 13 de São Paulo. Mas já vejo aquelas informações sobre a crise financeira no grupo Bandeirantes de comunicação que o algoritmo do Google/Youtube me recomenda para acompanhar aqueles canais de fofocas sobre a TV.

Ainda bem que estou sem um smartphone em minhas mãos até o presente momento…