A coragem dos pilotos do WRC

Mohamed Ben Sulayem comanda a FIA com mão de ferro mesmo colocando a casa em ordem no aspecto financeiro. Mas ele ainda derrapa na questão desportiva. O código de ética para os pilotos é um desses problemas. Os condutores não podem falar palavrões em comunicação via rádio ou em eventos da imprensa como coletivas segundo o artigo 12.2.1 onde veda as manifestações tanto políticas quanto religiosas.

A primeira vítima de tal artigo foi o piloto francês Adrien Fourmaux que foi multado em 10 mil dólares por falar um palavrão em uma entrevista pós-rally por ter chegado em 3º lugar no Rally da Suécia. O WRC é nivel 3 da FIA. Se tal multa for aplicada para um piloto de Formula 1. O valor chega a 40 mil dólares. Sem contar que o GPDA tem pedido para que tal política seja revista por um inflexível Ben Sulayem.

A resposta do WRC foi dura. Os pilotos publicaram uma nota a imprensa contra a FIA e irão dar entrevistas em sua lingua nativa em forma de protesto. Tal atitude me lembra do cancelamento do Rally de Portugal de 1985 após um acidente onde três pessoas foram mortas ao serem atropeladas por Ford Escort RS que era do Grupo B. Isso criou uma crise entre Henri Tovoinen e a Lancia sob a batuta de Cesare Fiorio onde a montadora decidiu que os pilotos não tomem tais decisões.

Os pilotos do WRC tem mais margem de manobra do que os seus colegas de Formula 1 por não terem uma patrulha mais forte do próprio Ben Sulayem. A imprensa britânica está em cima do Emirati como a denúncia do jornal The Times onde publicou em uma reportagem onde o chefão da FIA publicava textos misóginos onde afirmava que as mulheres não eram aptas para pilotar um carro em seu site pessoal em 2001.

Esperemos os próximos capítulos…