Correndo no distrito de Columbia

Na última sexta-feira, o programa Balance of Power, da Bloomberg, debateu a possibilidade da Indycar series ter uma prova nas ruas de Washington DC como um evento para os 250 anos da independência americana sob a batuta do presidente americano Donald Trump. Isso conta com apoio de Roger Penske, que é dono da Indy. Isto justo em um momento onde Trump quer sediar um evento do UFC usando os jardins da Casa Branca como palco.

Em um momento onde Trump usa a ICE como sua milicia pessoal em caso dos imigrantes ilegais ou opositores ao seu projeto de poder. Uma corrida da Indycar em Washington DC não vale a pena por causa dos transtornos para a população local. Este argumento foi importante para barrar os projetos de corridas de rua da Formula 1 em New York que era um projeto de Bernie Ecclestone com as bençãos do então governador de New Jersey Chris Christie.

Os Estados Unidos em seu projeto protoautoritário lida com um CEO/Ditador na Casa Branca onde todos tentam bajulá-lo em prol de um prestígio junto com o grande líder. Isso vale para os magnatas das empresas de tecnologia e para o mundo esportivo onde se inclui as lutas do UFC e as corridas da Indycar. A Nascar viveu isso em dois momentos distintos com o Ronald Reagan indo a Daytona 500 de 1984 ou o efeito Nascar Dads que reelegeu George W Bush em 2004.

Trump está fazendo das tripas coração para ter grandes eventos nos 250 anos da independência americana. Uma corrida da Indy em Washington DC faz parecer um estorvo comparado a Formula 1 correr em Las Vegas que causa transtornos para a população por interditar partes da Strip dos casinos por um fim de semana, mas cuja a organização precisa fazer tudo com antecedência como colocar os guard rails e fechar as ruas.

Um dos obstáculos para uma corrida em Washington é justamente o congresso vetar publicidade na ruas próximas ao Capitólio por meio de uma lei. Tanto que se cogita revogar tal dispositivo legal para permitir o evento. O trajeto ainda não foi revelado ao público. Mas já sabemos que os americanos precisam lidar com um presidente que necessita de bajulações para que os bajuladores tem prestígio no lema para os amigos, tudo; para os inimigos, a lei…

Aprenda outro idioma, gearhead….

Meu primeiro trabalho no mundo do esporte a motor foi como tradutor para o grupo do facebook do Nascar Race Brasil com o meu estimado amigo trovador. Eu consegui fazer uma tradução capenga e fui elogiado por ter sido melhor do que o Google Tradutor (algo que me rendeu um fala atravessada de um colega de profissão no mundo digital). Foi ai que comecei a postar textos sobre o mundo das corridas quando fui aprovado pelo Vida de Paddock para ser redator.

Um dos grandes problemas naquela época era que os fãs da Nascar no Brasil não dominavam o inglês em sua fluência. Ou seja, eles dependiam da benevolência da Fox Sports na época para assistir as corridas em português. Eu não tinha esse problema por entender a transmissão americana por ter uma experiência de ter treinado os meus ouvidos assistindo a BBC World News e a Al Jazeera English para ter pautas para o meu blog em inglês.

Hoje, muitas pessoas não tem um segundo idioma bem dominado. Eu vejo isso por ter estudado inglês aqui em Pindamonhangaba em uma escola de idiomas que ficava perto de casa. Além da minha curiosidade sobre as culturas estrangeiras. Tenho um grande amigo como o social democrata que faz um clipping (jargão jornalístico para um compilado de reportagens para ler durante o dia) pra enviar para os seus leitores.

Eu já lhe falei para montar uma newsletter onde possa cobrar pelo serviço (isso é um palavrão no nosso país onde poucas pessoas pagam por serviços digitais como assinaturas de portais de noticias devido ao nosso pequeno poder aquisitivo). Nossa renda não permite investirmos em uma educação decente onde poderíamos aprender idiomas em nosso curriculo escolar ou para investirmos em capital humano como forma de mobilidade social onde as pessoas possam ascender socialmente por seu esforço e oportunidades.

Logo nos vemos em uma situação em que a renda e a precariedade de nossa educação não permitem o florescimento de uma imprensa alternativa por causa da baixa produtividade (nós ganhamos 21 dólares por hora trabalhada enquanto os canadenses ganham 56 dólares em um mesmo serviço onde levamos 1 hora para executar enquanto o americano faz em apenas 15 minutos, ou seja temos um quarto da produtividade americana).

Eu lembro dos meus tempos nos grupos de nascar no facebook onde eles não tinham domínio de um segundo idioma como o inglês para sobreviver a grade de programação da Fox Sports que era entupida de futebol. Quando eu assistia a transmissão americana. Eu sempre tinha tiradas sobre os comerciais da tv americana como as picaponas da Big Three ou dos remédios para evitar a paumolescência masculina em estágio avançado.

Um problema tão complicado de ser resolvido com investimentos em infraestrutura, educação, reformas economicas e sociais. Então, rezemos para alguém pegar a nascar para transmitir no idioma de Tiradentes…