Meu primeiro trabalho no mundo do esporte a motor foi como tradutor para o grupo do facebook do Nascar Race Brasil com o meu estimado amigo trovador. Eu consegui fazer uma tradução capenga e fui elogiado por ter sido melhor do que o Google Tradutor (algo que me rendeu um fala atravessada de um colega de profissão no mundo digital). Foi ai que comecei a postar textos sobre o mundo das corridas quando fui aprovado pelo Vida de Paddock para ser redator.
Um dos grandes problemas naquela época era que os fãs da Nascar no Brasil não dominavam o inglês em sua fluência. Ou seja, eles dependiam da benevolência da Fox Sports na época para assistir as corridas em português. Eu não tinha esse problema por entender a transmissão americana por ter uma experiência de ter treinado os meus ouvidos assistindo a BBC World News e a Al Jazeera English para ter pautas para o meu blog em inglês.
Hoje, muitas pessoas não tem um segundo idioma bem dominado. Eu vejo isso por ter estudado inglês aqui em Pindamonhangaba em uma escola de idiomas que ficava perto de casa. Além da minha curiosidade sobre as culturas estrangeiras. Tenho um grande amigo como o social democrata que faz um clipping (jargão jornalístico para um compilado de reportagens para ler durante o dia) pra enviar para os seus leitores.
Eu já lhe falei para montar uma newsletter onde possa cobrar pelo serviço (isso é um palavrão no nosso país onde poucas pessoas pagam por serviços digitais como assinaturas de portais de noticias devido ao nosso pequeno poder aquisitivo). Nossa renda não permite investirmos em uma educação decente onde poderíamos aprender idiomas em nosso curriculo escolar ou para investirmos em capital humano como forma de mobilidade social onde as pessoas possam ascender socialmente por seu esforço e oportunidades.
Logo nos vemos em uma situação em que a renda e a precariedade de nossa educação não permitem o florescimento de uma imprensa alternativa por causa da baixa produtividade (nós ganhamos 21 dólares por hora trabalhada enquanto os canadenses ganham 56 dólares em um mesmo serviço onde levamos 1 hora para executar enquanto o americano faz em apenas 15 minutos, ou seja temos um quarto da produtividade americana).
Eu lembro dos meus tempos nos grupos de nascar no facebook onde eles não tinham domínio de um segundo idioma como o inglês para sobreviver a grade de programação da Fox Sports que era entupida de futebol. Quando eu assistia a transmissão americana. Eu sempre tinha tiradas sobre os comerciais da tv americana como as picaponas da Big Three ou dos remédios para evitar a paumolescência masculina em estágio avançado.
Um problema tão complicado de ser resolvido com investimentos em infraestrutura, educação, reformas economicas e sociais. Então, rezemos para alguém pegar a nascar para transmitir no idioma de Tiradentes…