Eu sou autista e fui diagnosticado com tal condição neurológica em 1991 na Apae de Pinda onde fazia o meu tratamento para a fala. Penso nisso quando a minha mãe me ajudava com o meu interesse especial por carros junto com o meu pai. Quando ele comprou um Fiat Uno no ano de 1995. Ele ganhou de brinde uma assinatura da revista 0KM da editora globo que ele me dava quando saíamos juntos para jantar.
Eu penso nisso quando vejo os vídeos de perfis da comunidade autista falando de Jorge Martin, o piloto de Aprilla na Moto GP. Ele é autista nivel 1 de suporte. Os vídeos descrevem o seu hiperfoco em motos junto com sua concentração para ter sido campeão da Moto GP na temporada de 2024 com a Pramac que era uma equipe satélite da Ducatti após ter perdido a disputa com Francesco Bagnaia no ano de 2023 que foi uma disputa acirrada.
Ser autista e acompanhar o esporte a motor não é fácil. Falo disso por ter apoio do meus pais quando eu falava de carros. Isso em um momento onde os meus colegas de escola me ignoravam completamente. Mas eu tinha amigos mais velhos que me ouviam. Na minha adolescência no instituto. Eu tive a sorte de ter conhecido o seu Ângelo, que dava aulas de música. Mas conversávamos sobre história contemporânea nas horas vagas.
Um dia. Nós estávamos falando de Formula 1 nos tempos de Rubens Barrichello na Ferrari nos anos 2000. Então, ele falou que era do tempo do Rubinho e eu retruquei falando que era do tempo do Jim Clark. Jim Clark era o piloto escocês na Formula 1 da década de 1960 que eu ficava admirando por sua coragem pra dirigir um carro em condições complicadas onde os pilotos morriam em acidentes fatais. Ele morreu em 1968 ao disputar uma corrida de F2 no circuito alemão de Hockenheim.
Na minha adolescência, eu ficava lendo sobre os pilotos na quatro rodas cujo o meu herói era o Sir Stirling Moss por causa do seu senso de humor mesmo após sofrer um grave acidente no circuito de Goodwood em 1962. Isso me ajudou com os meus amigos por ter boas tiradas e isso me permitia ter boas amizades em uma época que era um inferno de dante por lidarmos com as pressões para sermos perfeitos.
Hoje, podemos sermos autistas e acompanhar o esporte a motor enquanto o mundo se enlouquece para nos compreendermos.