Hunaudiéres

Nos tempos do instituto onde fiz tanto o ensino médio quanto o curso técnico de informática. Eu conheci o meu amigo diretor da fatec. No ano de 2006. O instituto cedeu as suas instalações para servir como campus temporário da Fatec de Pindamonhangaba até que a sede fixa tivesse sua construção terminada. Eu tinha o meu amigo Alexandre com quem conversava por causa da salinha dele ficava no mesmo corredor da minha sala do 3º ano do ensino médio.

Quando passei no curso técnico de informática. Eu fui a Fatec para retomar o acordo de suprimento de jornais para que pudesse ler no intervalo. Numa dessas idas. Foi ai que conheci o meu amigo diretor da fatec. Ele era um sujeito que precisava de ter tato. Uma vez, eu estava com o Alexandre junto com ele quando citei a siderúrgica alemã Thyssenkrupp. Só que eu falei na pronúncia francesa e ele me disse: “É Krupp”.

Uma das coisas que ele tinha é uma assinatura do Estadão quando o jornal lançava um guia da Formula 1 no começo da temporada. Então em 2008. Eu tinha o email dele. Mas com a condição de não enviar correntes e afins na caixa de mensagens. Quando o guia saiu. Eu mandei uma mensagem pedindo para guardar para mim. Eu dei sorte que o encontrei na Fatec e ele me deu um exemplar e consegui outro com uma professora do curso de nutrição que guardava as colunas do Arnaldo Jabor e dei para uma amiga que é fã de corridas.

Mas o diretor da Fatec tinha uma paixão por corridas. Uma vez, nos encontramos na Fatec nos dias da crise entre Colômbia e Equador por causa da morte de um comandante das farc em solo equatoriano. Ele me dizia que assistia o canal Speed para poder se desconectar do mundo. Eu não tinha tv por assinatura. Eu fica lendo os jornais para me informar sobre a Formula 1 e nem pensava em escrever sobre o mundo das corridas.

Ficamos anos sem nos falarmos por eu não ter uma conta no Facebook. Em 2016, eu o vi online e fui falar com ele. Nossa amizade retomou porque fui capaz de explicar o sistema de votação usado em Londres para eleger o prefeito. Nisso, estávamos conversando sobre a Formula 1 naquele título do Nico Rosberg sobre Lewis Hamilton. Quando Rosberg anunciou a aposentadoria. Eu lhe informei por meio do facebook e mandei um texto para ele.

Ele estava trabalhando como professor em curso de pós-graduação. Era um homem mais ocupado com os alunos e tinha pouco tempo para as corridas. Mas em 2021, eu estava no Racing is Life em uma conferência para a cobertura das 24 horas de Le Mans daquele ano. Então, eu o vi online e mandei um oi. Nós estávamos conversando sobre a reta Hunaudiéres que era a mais longa do circuito sem as chicanes que foram introduzidas em 1989 que se transformou na Mulsanne.

Ele me contava sobre tal reta lendária e eu prestava atenção. Eu o nunca vi tão detalhista. Mas a conversa foi rápida por causa da pós-graduação e ele tinha que organizar as aulas a distância por causa das medidas restritivas adotadas em plena pandemia. Faz um bom tempo que não conversamos por causa de nossas rotinas. Mas o sinto falta de seu trato peculiar com a minha pessoa por ter falado Thyssenkrupp em francês.

Filmes sobre corridas

Eu tenho um amigo britânico que é fã dos Rolling Stones daqueles que vai aos shows da banda de Mick Jagger, Ron Wood e Keith Richards como ele fez uma vez em sua ida a Berlim. Nós nos conhecemos por causa da Formula 1 durante o GP da Austrália em 2015 quando trocamos tweets sobre a corrida em inglês. Ele escuta os stones desde sua adolescência na Inglaterra dos anos 1970 onde a banda era temida por sua fama de transgressores.

Quando lançaram o filme Ford vs Ferrari. Usaram a música Gimme Shelter, do álbum Let It Bleed, no trailer do filme. Logo eu que conhecia a história do Ford GT40 após a própria montadora fazer uma releitura de tal modelo que era conhecido como matador de Ferraris por ter vencido as 24 horas de Le Mans de 1966. Eu assisti o filme no meu escritório durante a pandemia por ter acesso ao app da Telecine na ocasião.

Pensei nisso quando estava assistindo Audi vs Lancia: Corrida pela glória onde contava a história do campeonato de 1983 do mundial de rally com a disputa entre o Audi Quattro e o Lancia 037 pelo ponto de vista de Cesare Fiorio que era da mesma geração de chefes de equipes italianos como Daniele Audetto na Fiat e Luca di Montezemolo na Ferrari. Eles tinham as benções de Gianni Agnelli e Enzo Ferrari.

Filmes sobre o esporte a motor viraram um nicho onde se tem boas histórias como Ferrari, de Michael Mann, ao contar a história de Enzo Ferrari usando como pano de fundo A Mille Miglia de 1957 onde Adam Driver interpreta bem Il Commendatore. O mesmo pode se dizer da minissérie Senna produzida pela Netflix mesmo com suas polêmicas relacionadas a vida amorosa do piloto brazuca.

Ou seja, sempre tem bons filmes para quem gosta de corridas…