Nós temos uma leitora com a minha amiga acadêmica. Ela entende da teoria marxista como poucas quando converso com ela no bluesky por causa do nosso elo comum intelectual que é a economia. Pensei nela com essa atual confusão entre a Globo e a Band em torno dos direitos de transmissão da Formula 1 onde eu e os meus amigos de pista estamos preocupados com tal entrevero do paddock.
Karl Marx junto com Friedrich Engels criaram o comunismo como uma forma de correção entre os direitos dos proletários perante a exploração da classe trabalhadora europeia por meio da revolução industrial onde as potências europeias usavam a matéria prima de suas colônias como uma forma de manter a sua manufatura e a sua economia pujante.
Nos miúdos da Formula 1, os brasileiros nos anos 1970 assim como os argentinos da década de 1950 tinham grandes pilotos como Emerson Fittipaldi e Juan Manuel Fangio respectivamente que desbravaram as pistas europeias. Mas tais nações sul-americanas perderam espaço para os países ocidentais cujo os custos com karts e afins eram amortizados por federações locais como foi na França dos anos 2000.
Tal América do Sul que mandava pilotos e podia mandar suas equipes de tv para cobrir a Formula 1 em voos de avião como a saudosa Varig em um tempo onde as aeromoças eram desejadas (desculpe por ar heteroerótico). Mas os custos foram para cima com as transmissões via satélite junto com a secura de novos pilotos talentosos nessas bandas.
Karl Marx previa uma economia globalizada em sua obra O Capital. Mas não previa um socialismo real na União Soviética que virou a Rússia onde Putin queria uma corrida no Igora Drive de São Petersburgo no lugar do balneário de sochi, que era um bom local para o Stalin passar as suas férias em uma Dacha.
A União Soviética era um caso oligárquico como disse Roberto Morena para Sebastião Salgado durante a sua passagem por Moscou como foi relatado na entrevista do fotórgrafo para a Playboy de agosto de 2014.
Proletários e Gearheads, uni-vos